terça-feira, 25 de novembro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

If I could turn back time

If I could turn back time, I wouldn't change a thing. It could have been different, I could have partied more, I could have got drunk more, I could have talked on the phone less. I could still be with you, you could have not left me. You could have not ended up with her. But you see, it all worth. Things could have gone differently, but I wouldn't change a thing. Cause you see, those were happy times, times when I was with you, when I dream of you, when I slept with you, when I made planes with you. Times when you put a smile on my face just by hearing the phone ring. But that was then. And you know what? I wouldn't change a thing...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

oh happy days

Aeroporto.malas.comboio.(des)orientaçaõ.residência.
ooverport.lavandaria.porters.quarta-feira.mais porters.
belgas.douradinhos.centro.canal.kebab.
tosi.deniz.goudensanté.
decadance.felicidade.espanhois.botellon.resto.
WINNY.delaizhe.pescada.mais bicicletas.
telefonemas.msn.ele.voip.mIo.skype.amor.mensagens.
saudades.visitas.pais.paris.budapeste.luxemburgo.
bruxelas.amesterdao.lisboa.milao.veneza.tourim.
erasmus.chaves.saint pieters.sofia.coté d'or.chocolade.
dutch.ik zie je graag.astublief.winkelstraat.tram.
saudades.muitas.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

22

Colada ao banco fala distraidamente com uma desconhecida tentando esconder o pavor que vai dentro dela. Mas já chegou. E agora? Avança sem pensar, é tudo mais fácil quando pensa que não é ela quem está ali. É outra, já não é a mesma. Cai pesada sobre a cama e não pensa em nada. Não tem saudades, não tem sonhos, não tem medo. Porque já não é ela quem está ali. É outra.

Acorda todos os dias à mesma hora, não sabe porquê. Os dias parecem um amontoado de horas, de minutos, de segundos. Não! Na verdade parecem anos, anos de vazio do que já não é. Ou será vazio do que nunca foi? Não o sabe. Saboreia cada segundo com a certeza de que tudo é tão maior. Deixou para trás recordações, sorrisos, lágrimas, gestos, palavras, sabores, cheiros. Deixou-os para trás. Quem dera que os tivesse trazido, gravado cada palavra, fotografado cada sorriso, agarrado cada mão. Mas não pode. Ela é o aqui e o agora. O que foi já não é. Mas espera que ainda o venha a ser. “Tonta!” disseram alguns, “Pobre coitada”, lamentam outros. Mas ela não é. É outra.

Ainda ouve aquele som metálico e incessante. O mesmo som que a despertava todos os dias e a trazia de volta a ele. Ainda sorri quando o ouve. Ainda quer ouvi-lo outra vez. Ainda espera por janelas cor-de-laranja. Ainda espera por segundos de antecipação. Por passos contados, recepções ensaiadas. Ainda espera por sorrisos cúmplices, por mãos desajeitadas, por olhares fortuitos, por frases inacabadas.
Ainda espera por lugares distantes. Ainda se quer perder com ele em multidões. Descobrir o que já sabe e ouvir num silêncio a verdade, mesmo que no dia seguinte já não o seja. Porque já não é ela. É outra.