sábado, 11 de abril de 2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

Verdade e Consequência

Pode-se pensar que está um "e" onde deveria estar um "ou", que o leitor não se iluda pois tal substituição foi propositada. 

Quero a verdade e quero a consequência. Lembras-te quando nos conhecemos? Escolhes-te sempre a consequência e os restantes jogadores solidários com o teu nítido entusiasmo fizeram sempre o favor de me incluir nas tuas consequências. Sim, fui a tua consequência. 

Com o primeiro beijo, ainda que tenha sido por imposição, impus a mim mesma que serias mais um. Talvez devesse ser castigada não? Não foste mais um. Foste como que o primeiro.
E deixei-me levar assim, dormente... Na minha cabeça eras o meu amante atento e carinhoso, inventei desculpas para as tuas ausências, desculpas para os teus "combinamos amanhã?", desculpas para o telefone que teimava em não tocar... desculpas.

Até que um dia alguém me deu a mão. E não, não foste tu. Foi outro. E com com esse outro veio todo um sem número de sensações. Dava-me tudo o que tu não davas: uma presença. Um "estou aqui". Durante um ano esqueci quem foste. Não respondi às tuas mensagens - que também não abundavam -, escondi-me em casa quando resolves-te que me querias ver uma última vez antes de me ir embora. Sim, eu estava em casa nesse dia.
Vi quase com indiferença a tua nova vida amorosa.

Até que esse outro me largou a mão, as tuas também foram largadas e resolvemos uma noite descobrir o que tínhamos perdido em quase dois anos.
Descobri que tinha saudades tuas, que tens um íman poderoso que interfere implacavelmente com o meu campo magnético. Mesmo que eu me queira afastar algo me impede de o fazer. Bem, algo não será. Foram as tuas palavras. As mais cruéis que os amantes podem dizer: "Gosto de ti". Gostas de mim e "nunca deste tanto a ninguém". Mas "não me podes dar uma relação". 

Com estas palavras trouxeste-me para uma nova realidade que eu desconhecia. Eu não sabia que gostavas de mim, nunca o senti. Porque é que o disses-te se há um "mas"? Não deveria haver "mas" quando se gosta. Deveria haver uma verdade e uma consequência. Eu pelos vistos ainda não tive direito nem a uma nem a outra.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ben

O cabelo louro e já de forma precoce aos 25 anos a rarear, a dificuldade a pronunciar os "L's", os óculos estilo Clark Kent...mas porque é que eu tenho uma queda para nerds?


terça-feira, 25 de novembro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

If I could turn back time

If I could turn back time, I wouldn't change a thing. It could have been different, I could have partied more, I could have got drunk more, I could have talked on the phone less. I could still be with you, you could have not left me. You could have not ended up with her. But you see, it all worth. Things could have gone differently, but I wouldn't change a thing. Cause you see, those were happy times, times when I was with you, when I dream of you, when I slept with you, when I made planes with you. Times when you put a smile on my face just by hearing the phone ring. But that was then. And you know what? I wouldn't change a thing...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

oh happy days

Aeroporto.malas.comboio.(des)orientaçaõ.residência.
ooverport.lavandaria.porters.quarta-feira.mais porters.
belgas.douradinhos.centro.canal.kebab.
tosi.deniz.goudensanté.
decadance.felicidade.espanhois.botellon.resto.
WINNY.delaizhe.pescada.mais bicicletas.
telefonemas.msn.ele.voip.mIo.skype.amor.mensagens.
saudades.visitas.pais.paris.budapeste.luxemburgo.
bruxelas.amesterdao.lisboa.milao.veneza.tourim.
erasmus.chaves.saint pieters.sofia.coté d'or.chocolade.
dutch.ik zie je graag.astublief.winkelstraat.tram.
saudades.muitas.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

22

Colada ao banco fala distraidamente com uma desconhecida tentando esconder o pavor que vai dentro dela. Mas já chegou. E agora? Avança sem pensar, é tudo mais fácil quando pensa que não é ela quem está ali. É outra, já não é a mesma. Cai pesada sobre a cama e não pensa em nada. Não tem saudades, não tem sonhos, não tem medo. Porque já não é ela quem está ali. É outra.

Acorda todos os dias à mesma hora, não sabe porquê. Os dias parecem um amontoado de horas, de minutos, de segundos. Não! Na verdade parecem anos, anos de vazio do que já não é. Ou será vazio do que nunca foi? Não o sabe. Saboreia cada segundo com a certeza de que tudo é tão maior. Deixou para trás recordações, sorrisos, lágrimas, gestos, palavras, sabores, cheiros. Deixou-os para trás. Quem dera que os tivesse trazido, gravado cada palavra, fotografado cada sorriso, agarrado cada mão. Mas não pode. Ela é o aqui e o agora. O que foi já não é. Mas espera que ainda o venha a ser. “Tonta!” disseram alguns, “Pobre coitada”, lamentam outros. Mas ela não é. É outra.

Ainda ouve aquele som metálico e incessante. O mesmo som que a despertava todos os dias e a trazia de volta a ele. Ainda sorri quando o ouve. Ainda quer ouvi-lo outra vez. Ainda espera por janelas cor-de-laranja. Ainda espera por segundos de antecipação. Por passos contados, recepções ensaiadas. Ainda espera por sorrisos cúmplices, por mãos desajeitadas, por olhares fortuitos, por frases inacabadas.
Ainda espera por lugares distantes. Ainda se quer perder com ele em multidões. Descobrir o que já sabe e ouvir num silêncio a verdade, mesmo que no dia seguinte já não o seja. Porque já não é ela. É outra.